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A Paróquia

PARÓQUIA DE ESPERA FELIZ

Padroeiro: São Sebastião – Comemorado dia 20 de janeiro

Co-padroeira: Nossa Senhora da Glória – Comemorado dia 15 de agosto

Área abrangente: municípios de Caiana, Caparaó e Espera Feliz

População estimada: 42 mil habitantes

Somos 58 comunidades, sendo 09 no meio urbano e 49 no meio rural.

História e tradição da Paróquia de São Sebastião

Localizada no coração de Espera Feliz, a Igreja Matriz de São Sebastião, muito mais que um templo religioso, é um símbolo cultural e um marco histórico da cidade. Um verdadeiro cartão postal da cidade, chama a atenção não só pela imponência de sua beleza, como também pelo seu valor histórico e cultural. Uma das primeiras construções da cidade, a igreja é uma espécie de testemunha ocular da história esperafelicense, que remonta desde o início do povoado, no início do século XX, até os dias atuais. Instalada no topo da colina popularmente conhecida como “morro da igreja e praça da matriz”, assistiu ao desenvolvimento da cidade que cresceu a sua volta e às principais transformações que ocorreram no município até o presente.

Inicialmente sua arquitetura era bem diferente da atual. Conta-se que por volta de 1950 a região foi assolada por uma forte tempestade de gelo, que destruiu boa parte da igreja. Depois disso, ao ser reconstruída teve seu desenho remodelado e o interior do teto foi decorado com afrescos de anjos, santos e acontecimentos bíblicos.

A primeira sede da paróquia foi em São Sebastião da Barra, povoado histórico localizado a 4 quilômetros da sede de Espera Feliz e que deu origem à cidade.

Já as pinturas bíblicas do teto, devido a altos custos de restauração, foram apagadas com reboco e tinta e se perderam no tempo. “Com a modernização da igreja, essas pinturas foram cobertas por volta de 1970, restando delas apenas algumas raras fotografias.

 

Antigos conflitos entre a igreja e a comunidade

Para que a igreja matriz se estabelecesse, houveram muitos conflitos e embates entre padres e a população local. Segundo relatos, antigamente a região era habitada por um povo hostil e resistentes à mudanças. A exemplo de São Sebastião da Barra, que teve impedida por fazendeiros locais a construção da estrada de ferro no início do século passado, sob o argumento de que o progresso traria forasteiros, doenças e insegurança.

Tal hostilidade também atingiu os primeiros padres que aqui chegaram. De acordo com o Livro de Tombo (livro de registros das atividades paroquiais), no final de 1912 o Arcebispo de Mariana criou o curato no povoado onde hoje se localiza a cidade, e o Pe. José de Maria Gonzáles foi o primeiro cura. Segundo registros, este cura foi muito perseguido e desconsiderado pelo povo. Com isso, Espera Feliz tomou a fama de lugar de gente sem fé, sem religião e sem temor a Deus. Desde então passaram muitos párocos por aqui, como o Pe. Valentim, o Pe. Dr. Eurico Cabral, o Pe. João Coutinho entre outros, com a missão de consolidar a igreja católica nestas terras. “Os padres recebiam ameaças de morte, eram confrontados diariamente, não tinham paz nem mesmo em suas casas”, explica Padre José Herval Ferreira.

A tradição católica

Com o tempo tais diferenças foram acertadas e a Igreja Matriz de São Sebastião se tornou referência de fé e religiosidade para os devotos. Tanto que até hoje a igreja possui como um de seus principais símbolos o seu sino, presente na torre desde sua fundação. “Antigamente ele funcionava como um meio de se comunicar com a cidade inteira, tanto para indicar as horas com suas badaladas, quanto para avisar sobre as missas, festas e falecimentos”, relata Paulo Moreira. Atualmente, quando não é tocado, as pessoas logo sentem falta, tamanha a importância que o sino representa para a cultura da cidade.

Quanto às comemorações religiosas, as principais festividades da igreja são a Festa da Co-padroeira Nossa Senhora da Glória, em agosto, o Mês de Maria, em maio, e o dia de São Sebastião, em 20 de janeiro – que é feriado municipal. Todas as 58 comunidades também celebram seus padroeiros. No município de Caiana, celebra-se o padroeiro São João Batista dia 24 de junho e Caparaó, o padroeiro Santo Antônio é celebrado dia 13 de junho.

A comunidade paroquial também exerce forte influência nas causas sociais dos municípios de sua abrangência, fazendo caridade aos mais pobres. “A Sociedade São Vicente de Paula, mais conhecida como Vicentinos, é um dos grupos que faz este trabalho, com doações de agasalhos, cestas básicas e outros”. Diversos outros trabalhos sociais são realizados, tais como apoio à “Casa Leleco para Crianças”; ao “Lar São Sebastião para idosos”; à “APAE”, dentre outras formas de atendimentos à grupos organizados e à pessoas carentes.

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